quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

À lápis ou à caneta?

Existem pessoas que passaram pelos meus dias e não fizeram muita questão de deixar nas páginas em brando da minha vida, um sinalzinho sequer. Não quiseram ou não tiveram oportunidade ou simplesmente tiveram uma errada impressão sobre atos e situações, mas garanto que tiveram tempo de dar passos atrás e tentar escrever, nem que seja a lápis e à mão leve, algumas histórias para contar aos meus netos, que podem ser apagadas, mas que não deixarão as marcas no papel.
Em contrapartida, poucas, mas verdadeiras pessoas decidiram pegar o mesmo lápis e com toda a força que seu coração pudesse suportar deixa cair alguns fatos ocorridos nas mesmas folhas em branco, e, por mais que eu quisesse, seria capaz apenas de tirar a cor do lápis do papel, mas jamais a marca forte que ele deixou pelo caminho. Marcas essas que ficam para lembrar momentos felizes, para aprender lições, para não esquecer fatos ou para simplesmente estar ali quando precisar. E, se por um acaso, erros fossem cometidos, uma segunda chance seria dada para voltar atrás e refazer os passos, mas não sem deixar aprendizado.
Os mais ousados, escrevem a caneta, onde os sentimentos surgem tão rapidamente quanto vão embora e acabam por manchar alguns dias preciosos, mas deixam a alegria expressa em cada linha escrita em desalinho com os fatos que ocorrem concomitantemente, transformando a tristeza momentânea em momentos de extrema felicidade. Apesar de virem e irem rapidamente, sempre acham oportunidade de voltar e temperam, com ingredientes para lá de especiais o que antes estava sem graça e descolorido.
Em meio a tantas formas diferentes de levar a vida, a melhor maneira de se escrever uma história é levando em consideração as diferenças, os limites e o tempo. Sabendo escolher, qualquer um pode ter o seu tão esperado final feliz como nos contos de fada.

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