terça-feira, 14 de outubro de 2008

Amar ou morrer de amor??


Há quem diga que amor para ser amor deve ser igual aos descritos pelos antigos. Daqueles que se morre, se mata, se falta o ar. Daqueles que, sem o qual, não existe razão para viver e muito menos para se amar. Esse amor, só se vive uma vez.


Há quem diga que amor para ser amor basta estar. Estar junto. Estar acostumado. Estaro tempo inteiro. Daqueles que se falta, fica triste, definha, murcha, mas sobrevive.


Há quem diga também que amor para ser amor deve ser eterno enquanto durar. Queé adepto ao Carpe Dien e aproveita cada segundo que pode enquanto se está junto. Daqueles que morre de saudade. Daqueles que não pensa em outra coisa. daqueles que é inenso.


Mas, no fim, não importa que tipo de amor se tenha, o que interessa é como se vive e se aproveita esse amor.


Se morre ou se vive de amor, não importa. O negócio é saber amar.

domingo, 14 de setembro de 2008

Surpresas


É engraçado como as coisas seguem seu rumo na vida da gente. Pessoas que achamos serem as corretas e que irão tomar atitudes que são esperadas pela sua personalidade acabam se mostrando péssimas pessoas e tornando tudo muito mais complicado e horrível para os olhos de qualquer pessoa. Outras parecem que vieram para fazer o mal e acabam te dando uma paz de espírito tão grande que não consegues mais viver sem ela mesmo tendo a impressão de que isso não seria o certo a se fazer. O mais interessante é que existem aquelas pessoas que quase nunca falam com você, que quase não te conhece direito, mas que se algo estiver errado é a única pessoa que percebe e conversa tentando te ajudar e ver os erros dos teus passos e os acertos das tuas jogadas. Se fores pesar essas criaturas, as que demonstram mais valor quase não mexerá o ponteiro da pesagem, e as que te aparentam ser insignificantes irão abalar as estruturas de uma tal forma que será irreversível. Agradeça por ter várias personalidades, várias atitudes e vários sentimentos ao seu redor, só assim conseguirás montar uma própria com todos os estilos e variações possíveis.

domingo, 13 de abril de 2008

Atalhos

Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, atalho.Matha Medeiros

quinta-feira, 27 de março de 2008

Aprenda a ser feliz


Passamos a vida toda correndo atrás de uma pessoa que nos compreenda por completo, nos preencha em todos os espaços e nos faça felizes nos mínimos detalhes. Tentando acertar, nos jogamos em estradas escuras e acabamos caindo em buracos sem fim, de onde não conseguimos sair sem ter um aranhão que seja. Disso temos de levar como lição as cicatrizes que ficam para o resto da vida, sempre nos alertando do que ocorreu, para que não cometamos o mesmo erro duas ou três vezes. Tente dar passos diferentes e não pisar sobre as mesmas pegadas de outras pessoas o até as próprias, deixadas em um passado não muito distante mas ao mesmo tempo tão inalcançável. Aprenda com os erros que foste obrigada a conviver com as conseqüências e torne- se um exemplo de como deve-se erguer a cabeça depois de um tropeço. Não derrame uma lágrima sequer, não diga que não irá conseguir ou não deixe de tentar novamente. Só erra quem um dia tentou acertar. Tente ver o mundo diferente, ter várias visões sobre um mesmo ponto e faça valer a pena cada raio de sol que Deus coloca toda manhã nos seus olhos. Abra sempre um sorriso enorme e sempre que possível faça alguém feliz. Podem estar precisando de você e acabas nem percebendo por que estás muito entretida com os próprios problemas. Seja mais atenciosa com o mundo a sua volta, você um dia irá precisar dele. Diga sempre a quem amas o que sentes, no futuro eles vão se lembrar disso. Faça sempre o que acha certo sem pensar que pode dar errado. Não tenha medo, muito menos receio de tentar coisas novas. Faça de cada dia um pedacinho do seu paraíso, porque no final da jornada, encontrarás a paz que tanto correste atrás e junto a ela , estará a tão procurada felicidade que será construída ao lado de quem realmente te conhece e nutre sentimentos verdadeiros. Apenas viva cada dia como se fosse o ultimo e aproveite toda e qualquer oportunidade que aparecer na sua frente, podes não ter outra chance tão cedo.

terça-feira, 18 de março de 2008

Futuro?

Ultimamente as palavras têm sido um grande inimigo para a minha imaginação. Sempre que tento escrever alguma coisa, saem apenas palavras soltas e metáforas completamente sem sentido. Paro e olho pela janela na esperança de tentar compreender o porquê das coisas nem sempre ocorrerem da forma como queremos ou como deveriam ser teoricamente.
Inúmeras vezes me peguei pensando no futuro que não chega nunca ou que vem totalmente desfigurado batendo à minha porta esperando que eu o acolha e o aceite. Mas fecho meus olhos para as grandes mudanças e espero que um dia ele desista e vá embora, me deixando na mesmice de sempre ou desiludida por que o que eu tanto esperava não pareceu no tempo certo.
Após tantas tentativas frustradas de entender o que pode vir a acontecer, decidi das as mãos ao inesperado e reconhecer o futuro como meu aliado e não como um castigo por querer ser apresada.
Resultado: comecei a observar mais, refletir mais, amar mais e entender mais. Fui capaz de diferenciar o futuro das minhas ilusões e não castigar os meus pensamentos por terem tido idéias diferentes daquelas que me foram concedidas. Vi que por mais que eu tente me afastar do que está por vir, mais ele me perturba e corre atrás de mim.
Não tem jeito, os dias devem passar e os anos devem se acumular como forma de experiência e aprendizado. Não basta apenas viver os dias, temos de acrescentar vida aos dias e fazer dele o último, para que o próximo seja sempre esperado e bem vivido. Só assim não me arrependerei de atos omitidos ou de palavras ditas.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Os dias passam...

Os dias passam, as horas se estendem, as pessoas mudam, o mundo muda e os anos vão se acumulando na expectativa de se ter uma longa história para contar aos netos, bisnetos ou o que quer que seja. Sonhei a vida toda com um futuro que quanto mais perto está, mais longe quero ficar. Imaginei situações, refleti atitudes, modifiquei pensamentos, mas não consegui fazer com que o tempo parasse e eu pudesse continuar sentada no chão na frente do escritório da mamãe vendo os carros passarem apressados, com as pessoas sempre tendo muitas coisas a fazer, contas a pagar e filhos para criar.
Quanto mais o tempo ia passando mais eu queria que ele passasse, queria ser grande, ter casa, filhos. Depois que eu vi quão rápido ele anda, desisti de querer o fazer seguir adiante e tentei faze-lo parar. Grande ilusão. O danado simplesmente olhou para a minha cara e riu dos meus inúmeros pedidos de ficar perdida no tempo e me castigou dizendo que seria o ano em que os dias passariam mais rápidos.
Dito e feito. Horas pareciam segundos diante de tantas coisas que surgiam na minha frente para serem feitas, tanto que sempre acabava adiando os afazeres por que as 24 horas de um dia eram pouco para tal. Dessa forma, sempre se acumulavam preocupações e deveres, parecia que quanto mais coisas eu fazia mais eu tinha a fazer. Quando dei por mim, eu já estava sentada na frente do computador escrevendo o meu balanço de mais um ano de vida, e conclui que não adianta querer mandar no tempo, pedir para ele andar mais devagar ou acelerar a ordem natural das coisas. Compreendi que para viver, devo arrancar as folhas do calendário, devo ver o nascer e o pôr do sol todos os dias, acordar e deitar a cabeça no travesseiro, ver as folhas verdes d’uma arvore amarelarem e caírem no chão voando com o vento que as carrega para longe. Devo aceitar que por mais que os minutos tenham a mesma quantidade de segundos, nenhum vai passar com a mesma intensidade do que o outro, nenhum vai ter o mesmo valor que o outro ou a mesmas pessoas. Então, que venham os próximos 356 dias, os próximos 12 meses ou milhares de minutos. Não importa quanto tempo eu tenho, importa apenas o que eu faço no tempo que me dão.


Kalitha Sahara Destro

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Por que é sempre assim...


Sabe, algumas vezes eu me perguntei o que faz um ser humano se entregar completamente a outro que muitas vezes não tem coisa alguma em comum com você. O que faz uma pessoa se abrir e deixar que descubram e desvendem seus segredose mistérios, se tornado uma pessoa completamente vulnerável e uma séria candidata a um sofrimento futuro.

Tá certo que se tudo correr perfeitamente bem não haverá o tal sofrimento tão temido por aqueles corações bobos que se apaixonam e caem nessa levianidade de se entregar e não deixar um segredinho sequer para o outro.

Mas sempre ocorre aquele medo, a pressão, a dúvida de se está fazendo tudo certinho, se está agradando e mlhares de outras coisinhas pequenas mas que causam o maior terremoto do mundo se não for trabalhado com calma.

É, o coração é bobo, nunca acha que irão magoá-lo realmente, acredita piamente que ninguém tem culpa de nada e que jamais a pessoa amada iria aprontar o que andam dizendo por aí. Ficamos cegos, surdos e mudos. Mas tem coisa melhor do que estar apaixonada e deixar que todo o resto do mundo exploda enquanto você está curtindo? Mas cuidado, tenha mais razão que emoção. Nunca é tarde para rever conceitos e evitar maiores desgastes.




quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

À lápis ou à caneta?

Existem pessoas que passaram pelos meus dias e não fizeram muita questão de deixar nas páginas em brando da minha vida, um sinalzinho sequer. Não quiseram ou não tiveram oportunidade ou simplesmente tiveram uma errada impressão sobre atos e situações, mas garanto que tiveram tempo de dar passos atrás e tentar escrever, nem que seja a lápis e à mão leve, algumas histórias para contar aos meus netos, que podem ser apagadas, mas que não deixarão as marcas no papel.
Em contrapartida, poucas, mas verdadeiras pessoas decidiram pegar o mesmo lápis e com toda a força que seu coração pudesse suportar deixa cair alguns fatos ocorridos nas mesmas folhas em branco, e, por mais que eu quisesse, seria capaz apenas de tirar a cor do lápis do papel, mas jamais a marca forte que ele deixou pelo caminho. Marcas essas que ficam para lembrar momentos felizes, para aprender lições, para não esquecer fatos ou para simplesmente estar ali quando precisar. E, se por um acaso, erros fossem cometidos, uma segunda chance seria dada para voltar atrás e refazer os passos, mas não sem deixar aprendizado.
Os mais ousados, escrevem a caneta, onde os sentimentos surgem tão rapidamente quanto vão embora e acabam por manchar alguns dias preciosos, mas deixam a alegria expressa em cada linha escrita em desalinho com os fatos que ocorrem concomitantemente, transformando a tristeza momentânea em momentos de extrema felicidade. Apesar de virem e irem rapidamente, sempre acham oportunidade de voltar e temperam, com ingredientes para lá de especiais o que antes estava sem graça e descolorido.
Em meio a tantas formas diferentes de levar a vida, a melhor maneira de se escrever uma história é levando em consideração as diferenças, os limites e o tempo. Sabendo escolher, qualquer um pode ter o seu tão esperado final feliz como nos contos de fada.